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No início de 1947, dois jovens beduínos estavam cuidando de seu rebanho de ovelhas e cabras nas encostas dos penhascos alinhados ao Mar Morto, perto de Qumran. Um deles estava procurando um animal desgarrado, viu uma caverna sobre a montanha e jogou uma pedra em sua abertura. Naquele momento, escutou um jarro se quebrar e, curioso, entrou na caverna. Ali, dentro de um jarro, estavam sete grandes rolos de couro contendo Livros da Bíblia do Velho Testamento - as cópias mais antigas conhecidas - e outros manuscritos, escritos entre o Século II AEC e o ano 68 EC. Foi a maior descoberta arqueológica do Século XX.
 
As pesquisas arqueológicas identificaram centenas de fragmentos dos manuscritos em 11 cavernas da região e só terminaram em 1956. Foram achados textos em aramaico, grego e hebraico. Também foram pesquisadas as ruínas de Qumran, visando identificar as pessoas que depositaram os pergaminhos nas cavernas. As escavações descobriram um complexo de estruturas de caráter comunal, sendo que as cerâmicas encontradas eram idênticas às das cavernas, o que confirmava sua ligação. Vários estudiosos elaboraram a tese de que o local era habitado por membros de um dos grupos judaicos da época: os Essênios.
  
Os Pergaminhos do Mar Morto são a cópia mais antiga da Bíblia do Velho Testamento. Todos os livros bíblicos estão representados, exceto o Livro de Ester.
Textos Apócrifos: Esses textos, não incluídos nas escrituras canônicas judaicas, foram preservados por diferentes igrejas cristãs e foram traduzidos para diversas línguas. Alguns deles são narrativas relacionadas às composições bíblicas e outros são obras independentes.
Escrituras Sectárias: O grupo de escrituras mais original são as sectárias, que eram praticamente desconhecidas até seu descobrimento. Esta literatura revela as crenças e os costumes de uma comunidade religiosa, incluindo regras e ordenações, comentários bíblicos, visões apocalípticas e obras litúrgicas. Três escrituras sectárias estão representadas: Calendário, Regras da Comunidade.
Mais de 900 textos foram encontrados em Qumran e a vasta maioria dos fragmentos está guardada no IAA, em Jerusalém. A maior parte dos Pergaminhos levou 54 anos para serem publicados, de 1947 até 2001. A edição oficial dos textos foi publicada na série Discoveries in the Judean Desert (DJD), pela Universidade de Oxford, em 39 volumes.
http://www.marmorto.com.br
Escrito por Augusto às 7:39 PM
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A Arqueologia e a Bíblia - 1
Descobertas recentes lançam Luz adicional sobre a confiabilidade histórica do texto Bíblico; veja quantas evidências arquelógicas já foram achadas, e que confirmam a historicidade e veracidade da Bíblia.

Obelisco Negro (1845), a Pedra Moabita (1868) e os Manuscritos do Mar Morto (1947) são grandes nomes na história da arqueologia bíblica. Mas seriam estes as únicas evid~encias arqueológicas sobre a Bíblia? Não, de modo algum.
Nas últimas décadas, diversos selos, impressões de selos, caixas de ossos e outros artefatos antigos têm vindo à luz alguns deles em museus, alguns em coleções particulares e outros de escavações recentes. Essas preciosidades arqueológicas têm lançado mais luz sobre vários indivíduos e acontecimentos até há pouco só mencionados no texto bíblico. Este artigo vai recapitular alguns desses achados recentes.
0 Anel de Manaril
De propriedade de um colecionador em Paris, este anel valioso é conhecido do mundo acadêmico desde 1984. A origem do selo é desconhecida, mas a forma das letras indica que foi usado durante o século VII A.C. 0 selo tem uma inscrição de três linhas, cada linha separada por duas linhas paralelas. 0 anel é quase de um décimo de polegada de diâmetro, sugerindo que foi feito para um dedo masculino. A inscrição lê: "Pertencente a Hanan, filho de Hilqiyahu, o sacerdote".
Este Hilqiyahu é melhor conhecido como Hilkias, o sumo sacerdote durante o reinado de Josias, rei de Judá na última parte do sétimo século A.C. A terminação yahu é um elemento teofórico (divino). amiúde achado em nomes hebraicos antigos em Judá; os nomes no Reino do Norte levavam a terminação.N.ah. Parece que este Hilqiyalíu foi o mesmo sumo sacerdote que descobriu no templo o rolo da lei que desengatilhou uma reforma religiosa em Judá (ver 11 Reis 22; 11 Crônicas 34).
1 Crônicas 6:13 e 9:11 indicam que Azarias, não Hanan, sucedeu a Hilkias. A explicação podia ser que Azarias sucedeu a seu pai como sumo sacerdote, enquanto seu irmão mais moço, Hanan, funcionava como sacerdote, justamente como a inscrição no selo sugere.
0 nome de Azarias, todavia, aparece em outra bulla (impressão de um selo) achado em 1978, durante a escavação de Yigal Shiloli, na velha Jerusalém .2 A inscrição consiste em duas linhas de escrita separadas por duas linhas paralelas. Reza: "Pertencente a Azaryaltu, filho de Hilkiyahu". A impressão não menciona o título do dono.
Escrito por Augusto às 7:26 PM
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A Arquelogia e a Bíblia
A impressão do selo de Baruch

Em 1975, 250 bulas apareceram em Jerusalém na loja de um negociante de antiguidades árabe. A maior parte delas foi comprada por diversos colecionadores, e quase 50 se acham agora no Museu de Israel, enquanto outras podem ser estudadas por especialistas. Todas essas impressões de selos são datadas do fim dosétimo ou do começo do sexto século A.C, justamente antes da destruição de Jerusalém.
Entre essas impressões. três pertencem a indivíduos mencionados em Jeremias (Baruch- o escriba. Yerahim'el. o filho do rei; Efislizarna servo do rei). Os três indivíduos parecem ser contemporâneos, vivendo em Judá justamente antes do exílio. Durante aquele tempo turbulento, Judá era governada pelo rei Jeoaquim (Jeremias 36).
A Bíblia nos diz que Deus instruiu Jeremias a escrever um rolo com uma profecia contra o rei. 0 secretário de Jeremias, Baruque, escreveu tudo que Jeremias lhe ditou. Depois de ler o rolo no templo, Baruque foi instruído a lê-lo de novo perante altos funcionários da corte real. Esses funcionários (Elishama era um deles) eram até certo ponto simpáticos à mensagem, mas temiam por Baruque. Aconselharam-no a se esconder. Jeremias 36:19. Quando o rolo foi lido perante o rei, ele ordenou que fosse destruído e Yerehme'el, com outros dois funcionários, recebeu ordem de prender Baruque e o profeta Jeremias.
A impressão que leva o nome de Elisliama é feita de duas linhas de escrita separadas por duas linhas retas paralelas. A primeira reza: "Pertencente a Elishama"; a segunda dá seu título, "servo do rei". A impressão de Yeralime'el consta de duas linhas também, dando o nome e o título do dono: "Pertencente a Yerahme'el, filho do rei". A impressão do selo de Baruque consta de três partes, divididas por duas linhas retas paralelas, que rezam: "Pertencente a Bereqhyahu, filho de Neriyahu, o escriba".
Uma outra bula, com o nome de Baruque, apareceu em 1995. É idêntica à descrita acima, exceto por uma diferença significativa: tinha uma impressão digital que podia ser de Baruque.1
Uma terceira impressão de selo que suporta a conexão de Baruque foi achada entre as muitas descobertas na escavação em Jerusalém, em 1978, por Yigal Shiloli. Esta, datada do fim do sétimo e do começo do sexto século A.C., reza "Pertencente a Gemaryahy, filho de Shaphan". A Bíblia diz que quando Baruque foi ao templo para ler o rolo, ele o leu na câmara de Gemariali, o filho de Shaplian. Jeremias 36:10.
Selo de Abd Comprado em 1993 por um colecionador particular de Londres. o selo de Abdi está entre os mais raros. Sua inscrição reza: "Pertencente a Abdi servo de Hoshea". 0 selo é datado do oitavo século A.C. 0 nome Abdi é o mesmo que Obadias. A Bíblia se refere a três Obadias: o primeiro ministro de Acabe, 1 Reis 18:3; um profeta e um oficial de Hoshea. É improvável que este selo pertencesse a um dos primeiros dois indivíduos, porque o selo associa o nome com Hoshea, o rei sob o qual o dono do selo servia como oficial. Hoslica foi o último rei de Israel. 11 Reis 17:1-6. Reinou de 731-722 A.C., quando os assírios destruíram o reino.
Escrito por Augusto às 7:22 PM
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A Arquelogia e a Bíblia - 3
A incrição de Nabonidus
Essa peça arqueológica, traz a inscrição de um rei da linhagem de Nabucodonosor, mencionado na Bíblia. Nabonido foi o último rei de Babilônia. Nabonido estava no Libano recuperando-se de uma enfermidade, pouco antes de iniciar uma campanha contra Tema, na Arabia ocidental, e chamou o seu filho mais velho (Belsazar, mencionado no livro de Daniel) , e "confíou-lhe o reino" (veja Daneil 05). Isto foi no "terceiro ano". E se este foi o terceiro ano de reinado, foi no inverno de 553/552. Alguns estudiosos crêem que foi no terceiro ano apos o termino de um templo em Harã; se assim foi, a indicação de Belsazar como co-regente ocorreu dois ou três anos mais tarde, mas algum tempo antes do 7o ano de reinado de Nabonido, em que este se achava em Tema. Desse tempo em diante Belsazar controlou os negócios de Babilonia como co-regente de seu pai, enquanto Nabonído residia em Tema por vários anos. De acordo com o "relato em verso de Nabonido", Belsazar manteve a "realeza".
Rolo de prata
Entre 1975 e 1980, Gabriel Barkay1 descobriu alguns sepulcros em Jerusalém. A maior parte deles, todavia, tinha sido saqueada havia muito, exceto um, N' 25. 0 sepulcro foi datado do fim do sétimo ou começo do sexto século A.C., justamente antes do exílio. 0 sepulcro continha restos de esqueletos de 95 pessoas, 263 vasos de cerâmica inteiros, 10 1 peças de joalheria (95 de prata, 6 de ouro), muitos objetos esculpidos de osso e marfim e 41 pontas de flechas de bronze ou de ferro. Além disso, havia dois pequenos rolos de prata. Um deles tinha cerca de uma polegada de comprimento e menos de meia polegada de espessura, enquanto que o outro tinha meia polegada de comprimento e um quinto de polegada de espessura. Admitiuse que esses álos fôssem usados como amuletos e que contivessem alguma inscrição.
Quando os rolos foram abertos e limpos a inscrição continha porções de Números 6:24-26: "0 Senhor te abençoe e te guarde: o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti... e te dê a paz". Esta inscrição é uma das mais antigas e melhor preservadas contendo o nome de Jeová.
A inscrição de Herodes
Em 1996, Ehud Netzer descobriu em Masada um pedaço de vaso com uma inscrição, um óstraco. Este pedaço tinha o nome de Herodes e era parte de uma ânfora usada para o provável transporte de vinho, datada de c. 19 A.C.
A inscrição é em latim e reza: "Herodes, o Grande Rei dos Judeus (ou Judéia)", a primeira a mencionar o título do Rei Herodes.
Escrito por Augusto às 7:20 PM
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A Arqueologia e a Bíblia - 4
A inscrição de Dan
Começando em 1966, Avraham Biran escavou o sítio arqueológico de Tel Dan por vários anos, e a descoberta mais importante ocorreu em 1993, quando sua equipe removia o entulho da área do portão da cidade.' Parte da muralha, destruída por Tiglate-pileser 111 em 733/ 732 A.C., continha um fragmento de um monumento inscrito.
Infelizmente, o fragmento contém uma mensagem incompleta. Tem 14 linhas incompletas escritas em hebraico arcaico, a escrita usada antes do exílio (586 A.C.). As palavras eram separadas por pontos e a inscrição reza como segue:
(2) ... meu pai subiu
(3) ... e meu pai morreu, ele foi para...
(4) real outrora na terra de meupai...
(5) Eu (lutei contra Israel ?) e Hadad foi diante de mim...
(6) ... meu rei. E eu matei de (entre eles) X infantes, Y char
(7) retes e dois mil cavaleiros ...
(8) o rei de Israel. E matou o parente)
(9) g da casa de Davi. E eu pus...
(10) sua terra ...
(11) outro ... (ru)
(12) conduziu contra is(rael...
(13) sítio contra...
0 autor desta inscrição pretende que Hadad foi adiante dele, supostamente na batalha. Hadad é o deus arameu da tempestade, e é provável que o dono desse monumento fosse um arameu. Que ele não é o rei é óbvio com base na linha 6, onde ele se refere a "meu rei". Ele é ou um comandante militar ou um rei vassalo, um devoto de Hadad e subordinado ao rei de Damasco. Todavia. as linhas mais importantes são 8 e 9. onde Israel e a ---Casade Davi- são mencionadas. Esta é a primeira referência à frase: "Casa de Davi", fora da Bíblia.
Baseado na forma das letras Biran sugeriu que a inscrição vem da primeira metade do século nove A-C. Ademais, a cerâmica encontrada debaixo do fragmento também indica que foi aí colocada antes da metade do século nono, sugerindo que o monumento foi erigido algumas décadas antes.
Visto a inscrição se achar fragmentada, não sabemos os nomes dos reis de Israel ou de Judá. Isto é ainda mais complicado pelo fato de que o nome do rei arameu não sobreviveu. Por conseguinte, é difícil reconstruir a história exata dos acontecimentos e achar uma conexão bíblica sólida. Todavia, é possível que Dan tenha experimentado anos turbulentos entre c. 885 A.C., quando foi capturada por Benhadad 1, 1 Reis 15:20 e c. 855 A.C., quando Acabe a recebeu de volta de Benhadad 11. 1 Reis 20:34.
Pouco depois de Benhadad ter capturado Dan, é possível que Israel tenha recuperado o controle de Dan. Durante os primeiros dias de Acabe, Dan foi ocupada de novo pelos arameus (provavelmente o dono do monumento), e mais tarde Acabe recebeu-a de volta de Benhadad 11. Acabe pode ter destruído então o monumento e usado alguns dos pedaços como material
de construção. Isto, todavia, é uma mera reconstrução hipotética, e fragmentos adicionais do mesmo monumento serão necessários para se ter uma melhor idéia dos fatos históricos relacionados com a antiga Dan.
Escrito por Augusto às 7:16 PM
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A Arqueologia e a Biblia - 5
Barco da Galiléia
Por causa de uma seca severa durante 1985 e 1986, o nível do Mar da Galiléia estava consideravelmente mais baixo do que o normal. Shelley Wachmann, perito em arqueologia submarina, organizou uma operação de salvamento' do que parecia o esboço de um barco. Depois de muitos dias de luta contra as águas do mar, o barco foi completamento escavado e removido para conservação.
Durante a escavação, os arqueólogos acharam vários objetos (vasos de cerâmica, pontas de flechas, moedas)
dentro e em volta do barco. Um exame dos artefatos sugere uma data aproximada para o barco; podia ter estado em uso entre o final do primeiro século A.C. e a segunda metade do primeiro século d.C. Além da datação pelos artefatos, os escavadores mandaram amostras para um laboratório para datação por Carbono 14. Esses testes sugeriram uma data semelhante.
Segundo o historiador Josefo, essa parte da Palestina passou por uma severa turbulência e destruição durante a primeira revolta judaica (67-70 D.C.). Durante o primeiro ano da revolta, os judeus prepararam uma frota de barcos de pesca em Migdal. Depois que Tiberíades caiu nas mãos de Vespasiano, os romanos construíram um camp9 fortificado entre Tiberíades e Migdal. A noite. os judeus lançaram um ataque de surpresa. e então escaparam para o Mar da Galiléia. No dia se -uinte, a frota romana atacou os judeus no mar, empurrando-os para a margem, onde foram massacrados. 0 número de mortos foi calculado em 6.700.
0 barco tinha 26,5 pés de comprimento, 7,5 pés de largura e 4,5 pés de altura. Os arqueólogos sugerem que foi construído para levar até 15 pessoas. Um barco como esse podia facilmente ter acomodado Jesus e Seus discípulos em suas muitas viagens através do Mar da Galiléia.
0 nome de Caifás numa caixa de ossos
No mês de novembro de 1990, uma caverna sepulcral foi descoberta na Floresta da Paz, ao sul de Jerusalém. Os escavadores acharam8 vários ossuários ou caixas de ossos, algumas viradas de cabeça para baixo (sinal de que a caverna tinha
sido arrombada); todavia, algumas ainda no lugar onde tinham sido postas originalmente. A escavação produziu ossos de seis diferentes indivíduos: duas crianças (2 a 5 anos de idade), um menino de 15 anos, uma mulher adulta e um velho de cerca de sessenta anos. No tempo de Jesus, os judeus tinham o costume de usar esses ossuários para um segundo enterro dos restos de seus mortos. 0 corpo era colocado numa caverna para decompor, e então os ossos eram postos numa caixa ou ossuário.
Dois dos ossuários tinham tampas. Estas tampas eram feitas de pedra calcárea e eram de maior valor que as outras porque tinham o nome de Caifás inscrito no lado mais estreito de cada caixa. Uma dessas caixas era lindamente esculpida, indicando que pertencia a uma pessoa importante e rica. A inscrição rezava: '1oseph. filho de Caifás---. Isto não indica necessariamente que Caifás era um parente próximo de José. Caifás pode ser um nome de família.
Os ossos do velho eram provavelmente do homem chamado José. Infelizmente, a Bíblia não dá o nome real do sumo sacerdote por ocasião do julgamento de Jesus. Dá-nos apenas a versão grega de Caifás. Contudo, Josefo menciona o nome completo: Joseph Caiaphas, que serviu como sumo sacerdote de 18 a 36 D.C.
Escrito por Augusto às 7:06 PM
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