Ciência na Bíblia
   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM

            O surgimento do Evolucionismo remonta o 4º século a partir dos filósofos gregos [1]; que tentavam explicar o sentido de todas as coisas pela filosofia, afirmando que Deus havia criado a matéria e que dali evoluíram as formas de vida, mas sob o inteligente desígnio Divino [2].

 

            Era o início de um grande movimento que encontra o seu ápice no século 18; aqui o iluminismo encontra seu auge na expansão da ciência moderna de uma maneira vertiginosa onde ocorre “uma reviravolta decisiva, não só abatendo instituições políticas, sociais e religiosas... mas também propagando aqueles princípios que, preparados e elaborados através do longo trabalho da Idade Moderna, tiveram sua mais perfeita formulação na consciência iluminista do século 19.” [3].

 

            Mas para o século 19 Deus já possuía em seu calendário, grandes eventos marcados para serem desfechados e outros a serem inaugurados. A grande profecia das 2300 tardes e manhãs se estende justamente para este século [4]; Deus já havia destinado esse tempo para um dos maiores acontecimentos da humanidade – o juízo [5]– mas eventos paralelos foram idealizados para chamar a atenção da humanidade, tirando o foco do cronograma celestial.

 



Escrito por Augusto às 7:45 PM
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   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM - Parte 1

            Mentes Contemporâneas do século 19

 

            Os grandes fundamentalistas do evolucionismo surgem quase ao mesmo tempo, pouco antes ou durante o século 19; o britânico Pierre Louis Moreau de Maupertius (1698-1759) [6], foi talvez o primeiro a propor a teoria da evolução; o trabalho do sueco naturalista Carolus Linnaeus em 1761, observou uma similaridade entre certas espécies e postulou os princípios da evolução das espécies [7]; Chevarlier de Lamarck[8] publicou suas teorias evolucionistas em 1809; neste mesmo ano nasce o pai do evolucionismo, Charles Darwin[9]; Alfred Wallace, naturalista inglês, era contemporâneo de Darwin [10]; Augusto Weismann, biólogo alemão, nasce na mesma época  em que Darwin escreve seu livro ‘Origem das Espécies’ (1859); o Holandês Hugo de Vries e Batenson na Inglaterra, antes do final do Século 19 [11], apresentam suas reformulações nas teorias evolucionistas.

 

Toda esta panacéia de mentes, quase que contemporâneas, fez surgir o que vemos hoje como evolucionismo moderno; no século 20 temos apenas discípulos de seus mentores, mas uma multidão deles; destacando-se Fred Hoyle na década de 60 com a Teoria do Big-Bang [12]. Mentes que não foram iluminadas por acaso, e principalmente na época em que se encontravam – “O Tempo do Fim”[13].

 

Por trás destas mentes está o mentor original, imerso na total escuridão e trevas; o “império das trevas” (Cl 2.13) - “principados, ... potestades, ...príncipes do mundo das trevas ... hostes espirituais da iniquidade...” , que originou todas essas teorias e conduziu de tal forma a explosão de conhecimento para desviar e iludir a mente humana em um período de tempo singular.



Escrito por Augusto às 7:44 PM
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   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM - Parte 2

Século 19 - um solene Tempo

 

Não entrando em detalhes sobre cálculos da profecia, “O tempo do Fim” se encerra em 1798 [14], exatamente no início do Século 19; na primeira metade deste mesmo século inaugura-se no calendário profético o momento mais solene e urgente para a humanidade, o fim da 2300 tardes e manhãs (1844) e início do juízo investigativo no céu [15].

Em um tempo em que deveria a humanidade conhecer que o grande juízo havia se dado início, por outro lado, explode em velocidade vertiginosa teorias contrárias ao argumento básico da existência de Deus. É neste cenário que o evolucionismo ganha força e amadurece apoiado pela ciência moderna. 

Esta era de descobertas vem como a desviar a atenção da grande mensagem que o criador envia ao mundo para o ‘Tempo do Fim’: “Temei a Deus e daí-lhe glória, por que é chegada a hora do seu Juízo...” (Ap 14:7). O evolucionismo choca-se frontalmente com esta mensagem - “...adorai, aquele que fez o céu e a terra ...”; em oposição anuncia que não existe o Criador e que os céus e a terra se originam do acaso de forma espontânea sem a intervenção inteligente de um Ser superior, sendo a criação um mito [16].

 

O Evolucionismo se estabelece

 

Até o Século 16 a forte influencia da Igreja havia conduzido a mente dos pesquisadores; Nicolau Copérnico (1540) e Galileu Galilei (1610), enfrentaram forte oposição por suas observações científicas do espaço.  Isaac Newton (1670) se beneficiou com a expansão que a Reforma trouxe para a humanidade, e apoiado pela Igreja Cristã Trinitariana [17], expandiu seus conhecimentos científicos. Como estudante aplicado da bíblia, escreveu comentários de Daniel e Apocalipse. A partir do século 17 vemos a ciência então se expandir e os pesquisadores deixam de serem pessoas perseguidas e reclusas, para despontar como cientistas brilhantes.

 



Escrito por Augusto às 7:41 PM
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   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM - Parte 3

A Filosofia muito contribuiu para a formação dos cientistas que apareceram no Século 18 [18]; Johann Gottlieb Fichte, filósofo alemão depois de estudar teologia e filosofia, escreveu em 1792 “Critique of All Revelations”, colocando a razão acima da fé.  A Europa estava fascinada pelas descobertas da ciência e por escritores como Ludwig Andréas Feurbach, outro filósofo destacado por sua psicanálise da religião; seu trabalhos, “Materialism”, “The Essence of Christianity” (1841), “Principles of the Philosophy of the Future” (1843), and “The Essence of Religion” (1846) [19], prepararam a mente de pensadores, pesquisadores e cientistas neste século.

 

 O filósofo alemão G.W. F. Hegel (1769-1831) exerceu grande influência sobre os pensadores de sua época e os que o sucederam. “Hegel, unido às idéias de avanço, cativou a imaginação popular e pareceu fornecer a justificação filosófica necessária para a nova moda. Justamente nessa atmosfera Darwin publicou, em 1859, o seu livro ´A Origem das Espécies´ que veio completar a obra (segundo julgaram então) de uma exposição racional para um materialismo materialista e mecânico, o qual foi saudado como o golpe de misericórdia sobre a fé possuída por crentes daquela geração” [20].

 

            A Razão e o Materialismo passam a ocupar a mente do homem, colocando a fé e a religião de lado. Esse seria o fundamento para o estilo de vida e o pensamento do final do século 19 e no início do século 20. Desta forma a ciência foi aos poucos se libertando e ganhando força, e por fim se alienando totalmente da igreja, oferecendo ótimo terreno para o florescimento dos pensamentos da transmutação (como a evolução era chamada).

 

            Quando Charles Darwin fez sua famosa viagem (1831) como observador naturalista nas Ilhas Galápagos, o evolucionismo ainda era uma teoria herética na Inglaterra. Depois que o trabalho de Darwin foi publicado (Origem das Espécies) uma comoção foi sentida por toda a Inglaterra e Europa; inicialmente encarada como heresia, depois foi gradualmente aceita pelos muitos argumentos científicos observados por Darwin. Quando publicou seu segundo trabalho em 1871 (A descendência do homem), afirmando claramente a origem humana vinda do macaco, nenhuma comoção ou oposição foi feita – o evolucionismo já havia conquistado a sociedade científica da Europa . No entanto essas afirmativas tinham um aspecto racista, e Chamberlain chama de “misticismo zoológico” [21].

 



Escrito por Augusto às 7:40 PM
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   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM - Parte 4

A 1a Mensagem Angélica (Ap 14:7) que trazia o alarme para a adoração do Criador dos céus e da terra [22], foi diluída pelos ensinos evolucionistas, que afirmavam que o homem descendia de primatas. O chamado enviado por Deus indicava a ‘Verdade Presente’ – adoração – “adorai aquele que fez o céu e a terra” (Ap 14:7) – era o convite que ecoava pela América até a Europa, evocando a imagem criacionista que por séculos estivera presente. Neste contexto o sábado ganha especial destaque, pois se constitui o espaço no tempo, determinado por Deus na Criação, para ser adorado.

Porém o evolucionismo trazia uma libertação dos dogmas religiosos, explicando de forma natural e científica os segredos da vida; explicitamente declara para toda a humanidade que os primatas eram a origem do homem; Deus é descartado da ciência.                                   

As duas mensagens surgem quase ao mesmo tempo – a primeira mensagem angélica em 1844, e a mensagem evolucionista em 1871; a primeira chamando os homens à adoração ao Criador, a última descartando nossa origem divina.

Mas antes da profecia das “2300 Tardes e Manhãs” se encerrar, inaugurando o ‘Fim do Tempo’ no século 19, Deus não deixa a humanidade e a comunidade científica alienada aos fatos; grandes eventos de proporções mundial e cósmica ocorrem. O grande Terremoto de Lisboa de 1º  de Novembro de 1755, o escurecimento do Sol de 17 de Maio de 1780, a chuva de asteróides (popularmente conhecida como “queda das estrelas”) em 13 de Novembro de 1833 – todos esses eventos anunciavam que algo de extrema importância e urgência estava acontecendo – o encerramento do “Tempo do Fim”, e a inauguração do “Fim do Tempo”; que prenuncia o fim de todas as coisas[24]. Todos esses eventos registrados nas Sagradas Escrituras (Mt 24) são observados pela comunidade científica de todo o mundo.

 


Escrito por Augusto às 7:34 PM
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   O EVOLUCIONISMO NO TEMPO DO FIM - Parte 4

Baldwin desenvolvendo as implicações da criação na primeira mensagem angélica afirma que “o conceito de criação realizada em seis dias literais é fundamental, para evocar a verdadeira adoração[24]”. O fator tempo também é discutido como sendo relevante para a apresentação da mensagem – “No tempo do fim, todos nós necessitamos conhecer a verdade sobre estas duas histórias-chaves: a criação em seis dias e o Dilúvio. Isso porque, conforme o modo como essas questões forem abordadas, poderemos estabelecer ou minar a fé em Deus. A afirmação feita por Jesus Cristo sobre os conceitos da criação em seis dias e do Dilúvio, na mensagem do primeiro anjo em Apocalipse 14, está, na verdade, glorificando a sabedoria, a presciência, a fidelidade, o amor, a bondade e o poder de Deus. Dessa perspectiva, a passagem pode ser compreendida como o solene chamado de Deus para que todos aceitem essas verdades [25]”.

 

 

A estratégia escatológica providenciada por Deus para o século 19, o objetivo era chamar a atenção da humanidade para a adoração Dele como Criador. Satanás se valeu do iluminismo e do modernismo cristão iniciado pela reforma e secularizou o pensamento de filósofos, pesquisadores e cientistas. A fim de desviar o foco do “Tempo do Fim” a filosofia evolucionista atingiu a verdade presente daquele século na primeira mensagem angélica.

 

A expansão do evolucionismo foi calculada assim como fora as “2300 tardes e manhãs”. Há em toda a filosofia evolucionista pontos que confrontam a primeira mensagem angélica para aquele tempo. Destaco: a mensagem de uma criação evolutiva, ausente do Criador; a lacuna de um propósito espiritual para a existência da humanidade, excluindo a adoração e a religião; o desvio da atenção da humanidade para o dia do juízo, inaugurando a modernidade secular [26]. Deus, porém não deixa a humanidade ser condenada pelas falsas teorias que a modernidade   envolveu a raça humana; Ele nos convoca a anunciar o “evangelho eterno”(Ap 14:6) sendo a mensagem criacionista a base desta proclamação “aos que habitam sobre a terra”.

 



Escrito por Augusto às 7:29 PM
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